Rodrigo Albuquerque

Feedback: bom para o líder, bom para a equipe, bom para todo mundo

Escrito por Rodrigo Albuquerque

06 JUL 2022 - 07H00 (Atualizada em 06 JUL 2022 - 17H05)

Na minha última coluna, falei como na Petland&CO criamos uma metodologia de recrutamento que nos ajuda a ir além do mero currículo. Não me entendam errado. O CV ainda é essencial por padronizar e simplificar processos, mas não é suficiente para uma tomada de decisão. Gestores, insisto, precisam ter um olhar crítico e aprofundado sobre as pessoas que desejam ter como colaboradores.

No nosso caso, por exemplo, além do currículo, o candidato deve encaminhar um vídeo curto de apresentação para justificar o interesse pela vaga. Assim, conseguimos decifrar alguns traços do seu comportamento e até mesmo algumas habilidades. E esta é somente a primeira etapa.

Agora, uma vez superado o desafio do recrutamento, vem a parte principal: reter e desenvolver o colaborador. Para tanto, é preciso orientá-lo e treiná-lo, mantê-lo motivado e satisfeito – a cultura da empresa é fundamental! – e, finalmente, dar o devido FEEDBACK.

Essa ferramenta, tão conhecida e tão relegada, é indispensável para a evolução de qualquer companhia. Ela é, sobretudo, uma via de mão dupla, que requer franqueza e assertividade. Digo isso por uma série de razões:

● Assim como o líder deve dar feedbacks para sua equipe, ele deve se mostrar aberto para recebê-los;

● O colaborador merece uma avaliação franca sobre seus acertos, para que possa mantê-los e mesmo otimizá-los, e sobre seus erros, para que possa corrigi-los;

● O líder, ao ser transparente com sua equipe, melhorará sua própria produtividade, pois terá colaboradores melhores e mais engajados. 
Uma coisa precisa ficar clara: o líder, ao dedicar um período para avaliar sua equipe, mostra que se importa com ela, e esta, ao evoluir, mostra o enorme potencial de crescimento que tem. O feedback é indispensável, pois favorece a evolução de todos. Mas, atenção! Não me refiro a qualquer feedback. Ele tem que ser bem dado e bem feito. Deixo aqui algumas dicas que, a meu ver, servem como um bom ponto de partida:

● Ao contrário da avaliação formal, que demanda alguma periodicidade, o feedback precisa ser quase que imediato, tão logo alguma ação de impacto é realizada. Isso dá velocidade à empresa tanto ao corrigir erros quanto para estimular acertos;

● Promova um ambiente de transparência, onde os colaboradores têm a liberdade para dar e receber conselhos. O erro precisa ser visto como uma ponte para o aprendizado e a cultura da sua empresa deve ser construtiva, não destrutiva;

● Tanto para o feedback como para avaliação formal, defina metas (até seis) e as métricas segundo as quais elas serão avaliadas. Na Petland&CO, por exemplo, temos um plano de ação por colaborador (P.A) para medir sua evolução.

Lembre-se que um bom gestor não reprime. Um bom gestor orienta, corrige, ensina, forma e limpa a burocracia de uma organização para que a equipe consiga produzir cada vez mais. Essa postura não significa ser mole e bonzinho demais – como disse, é preciso franqueza e assertividade – mas, claro, é importante ter um pouco de generosidade e muita paciência.

Por fim, talvez a mais importante das lições: lidere pelo exemplo. Quem dá exemplo consegue inspirar e quem inspira consegue extrair o melhor das pessoas.


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