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Alta rotatividade preocupa empresas do mercado pet e veterinário

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Escrito por Caroline Pasternack

16 JUL 2026 - 09H00

O crescimento do mercado pet continua impulsionando a geração de empregos em diferentes elos da cadeia, de clínicas veterinárias e hospitais a pet shops, distribuidores e varejistas. No entanto, um desafio acompanha esse avanço: transformar novas contratações em equipes estáveis.

Um levantamento do Portal Salário, com base em dados do CAGED referentes ao período entre maio de 2025 e abril de 2026, mostra que a movimentação de profissionais permanece elevada. No segmento de atividades veterinárias (CNAE 7500-1/00), foram registradas 21.904 admissões e 20.157 desligamentos com carteira assinada. Na prática, para cada 100 trabalhadores contratados, 96 deixaram seus postos de trabalho ao longo dos últimos 12 meses.

O cenário acompanha uma realidade observada em diversos setores da economia. Segundo o Sebrae-SP, a alta rotatividade é um dos principais desafios das micro e pequenas empresas, gerando custos com recrutamento e treinamento, perda de produtividade e dificuldades para manter equipes qualificadas. Como boa parte das empresas do mercado pet se enquadra nesse perfil, o setor também sente os impactos da dificuldade em reter talentos.

Rotatividade se repete em diferentes segmentos

A movimentação não se restringe às atividades veterinárias. Entre clínicas e hospitais veterinários, a rotatividade chegou a 48,8% no período analisado, refletindo fatores como pressão sobre os custos operacionais, jornadas intensas e a concorrência por profissionais qualificados.

O comportamento também é observado no varejo e na cadeia de abastecimento. O comércio varejista de animais vivos, artigos e alimentos para pets registrou 51.353 contratações e 50.284 desligamentos. Já o comércio atacadista de alimentos para animais contabilizou 9.807 admissões e 9.387 demissões, enquanto o varejo de medicamentos veterinários somou 14.184 contratações e 13.694 desligamentos.

Os números indicam que a necessidade constante de reposição de mão de obra é uma realidade em diferentes áreas do mercado pet, o que pode gerar impactos na produtividade, na qualidade do atendimento e na continuidade das operações.

Desafio vai além da contratação

A dificuldade para formar equipes estáveis também reflete um cenário mais amplo do mercado de trabalho brasileiro. Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que 69% das empresas enfrentam dificuldades para contratar e reter profissionais qualificados, evidenciando que a escassez de mão de obra é um desafio que ultrapassa os limites do setor pet.

Ao mesmo tempo, as expectativas dos trabalhadores têm mudado. Pesquisa da Robert Half aponta que 61% dos profissionais pretendem buscar novas oportunidades em 2026, impulsionados principalmente pela perspectiva de crescimento na carreira, melhores salários e qualidade de vida.

O levantamento mostra ainda que 28% consideram migrar para outra área de atuação. Entre os principais fatores que motivam essa decisão estão questões financeiras (63%), qualidade de vida (39%) e realização pessoal (29%).

Diante desse cenário, estratégias voltadas ao desenvolvimento profissional, fortalecimento da liderança, programas de capacitação e melhoria da experiência dos colaboradores tendem a ganhar cada vez mais importância para empresas que buscam reduzir a rotatividade e fortalecer suas equipes.

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Por Caroline Pasternack, em Notícias

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