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Especialista alerta para obesidade em animais de estimação e explica que “Mounjaro pet” ainda demora para chegar ao mercado

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Escrito por Pet Conecta Digital

12 AGO 2026 - 20H37

Fofinho ou doente? O excesso de peso dos animais de estimação vai muito além da estética e preocupa especialistas. Cerca de 41% deles apresentam sobrepeso ou obesidade. É o que revela o estudo apresentado pela veterinária endocrinologista Marcia Jericó durante o Congresso PET VET ANMV.

A especialista palestrou sobre o assunto no primeiro dia do evento realizado no Distrito Anhembi, em São Paulo, e destacou que o risco de desenvolver diabetes é quatro vezes maior para os pets que permanecem obesos por mais tempo durante a vida.

Mudanças de comportamento podem ser os primeiros indícios de que o excesso de peso já está produzindo consequências. O animal pode ficar mais quieto, apresentar dificuldades de locomoção ou até começar a mancar. Com a evolução do quadro, também podem surgir alterações respiratórias, como fôlego mais curto e respiração ruidosa.

A especialista alerta ainda que, posteriormente, o cão pode desenvolver alterações de colesterol e triglicérides, gordura no fígado, problemas na vesícula e diabetes. Já os gatos têm mais facilidade de desenvolver a diabetes.

Para evitar o quadro, as principais dicas da veterinária são que os animais tenham gasto de energia e que seja ofertada comida saudável, com rações de boa qualidade na quantidade indicada pelo profissional que acompanha o pet ou no rótulo da embalagem. E o mais importante: o tutor não deve ceder aos pedidos do seu animal. “O petisco não pode ultrapassar 10% da ingestão diária de alimentos. Existem muitos cães e gatos que são insaciáveis e nessa hora é o tutor que precisa fechar os olhos, blindar o coração e não ceder”, enfatiza.

Para Márcia, os suplementos emagrecedores são saudáveis, desde que tomados em doses terapêuticas prescritas por um profissional. Mas ela alerta que eles não conseguem promover a saciedade e que o gasto metabólico prometido é inferior ao de uma atividade física.

Já os medicamentos emagrecedores para animais, análogos de GLP-1, têm uma boa perspectiva, mas para o futuro. “Hoje, cães e gatos ainda reagem muito mal às doses estudadas e aos princípios ativos usados em humanos. Existe um longo caminho a percorrer. A gente vai ter isso como uma ferramenta, mas em que dose, com que frequência, qual modelo, ainda não sabemos. Agora, o risco é maior do que o benefício”.

Enriquecimento ambiental como aliado ao controle de peso

Por enquanto, o que os tutores têm à disposição é o enriquecimento ambiental, que pode ser um bom aliado ao controle de peso. A atividade, além de entreter o animal, transforma a alimentação ou a brincadeira em uma atividade que exige farejar, lamber, mastigar, procurar, se movimentar.

Essa ferramenta faz com que o cão ou gato permaneça ativo por mais tempo e tenha maior participação no processo de obtenção do alimento. Comedouros lentos e brinquedos recheáveis podem aumentar significativamente o tempo da refeição, evitando que o animal consuma a porção em poucos minutos, o que ajuda na digestão.

Daniella Silene é gerente de vendas do Grupo Mor, representante de marcas de alimentos e acessórios para pets. A empresa participa da PET South America 2026, que é o principal encontro da indústria na América Latina. Durante o evento, ela explicou que a ideia é trocar o ‘comer parado no pote’ por uma alimentação que faça o animal se movimentar. “O enriquecimento ambiental faz com que o animal tenha que trabalhar para conseguir a própria alimentação. Em vez de comer em duas ou três lambidas, ele passa mais tempo lambendo, farejando, mordendo, se movimentando e usando a parte cognitiva. Isso faz com que ele se alimente mais devagar, o que pode ajudar na prevenção e no controle da obesidade.”

Além da alimentação, o enriquecimento ambiental com brinquedos também ajuda no gasto de energia. Os arremessadores, por exemplo, são ótimos aliados nisso. “O importante é fazer com que o cachorro se exercite de diversas formas. Com as bolas e os dispositivos de arremesso, ele percorre uma longa distância, vai e volta, se cansa e, com isso, é mais fácil manter o controle do peso”, acrescenta André Santos, gerente de exportação do grupo.

Sobre a PET VET Expo

A PET VET Expo é a principal feira de medicina veterinária da América Latina. É realizada simultaneamente à PET South America e traz todas as soluções, inovações, tecnologias e produtos focados na saúde, nutrição e bem-estar do animal. O acesso é exclusivo a veterinários e profissionais do mercado. O destaque no evento é o Congresso PET VET, que reúne apresentações e palestras dos mais renomados especialistas da área. O encontro é uma oportunidade para se atualizar, ficar por dentro das novas tecnologias e fazer networking com os principais representantes do segmento.

Sobre a PET South America

A PET South America é a mais importante feira de negócios do setor pet da América Latina. Apresenta as principais inovações e lançamentos da indústria para o mercado. É o momento de fazer networking, firmar novas parcerias e se atualizar sobre o setor. O encontro reúne anualmente grandes varejistas, distribuidores e profissionais de todo o Brasil, além de empresários estrangeiros.

Sobre a NürnbergMesse Brasil

A NürnbergMesse Brasil é a promotora de eventos responsável pela PET VET Expo e pela PET South America. Ela faz parte do Grupo NürnbergMesse e é, atualmente, uma das maiores promotoras de encontros de negócios do país.

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