São Paulo, março de 2026 – Permitir animais de estimação deixou de ser uma decisão acessória para se tornar uma variável estratégica no mercado de locação residencial. Dados do Data Lello, braço de inteligência do Grupo Lello, indicam que imóveis que aceitam pets recebem, em média, 2,5 vezes mais atendimentos do que aqueles que não permitem animais.
A análise considera o comportamento de busca dos usuários na plataforma digital da empresa. Em 2025, as pesquisas utilizando o filtro “sim, aceita pet” cresceram 58% na comparação com 2024, evidenciando que a presença de animais se tornou um fator determinante já na etapa inicial da procura.
Atualmente, 70% da carteira residencial administrada pela Lello já aceita animais de estimação, sendo 84% apartamentos e 16% casas, indicando um movimento gradual de adaptação à nova dinâmica da demanda.
Para Raphael Sylvester, diretor de estratégia da Lello Imóveis, os números mostram que o mercado entrou em uma nova fase e entendeu que os pets fazem parte da vida das pessoas. “Quando um imóvel recebe duas vezes e meia mais procura apenas por aceitar pets, isso deixa de ser tendência e passa a ser uma mudança obrigatória. O comportamento do locatário está redefinindo o que é competitivo no mercado de locação.”
O avanço acompanha transformações mais amplas na configuração dos lares urbanos, como o crescimento de pessoas morando sozinhas, casais sem filhos e a consolidação do Brasil como um dos maiores mercados pet do mundo. Nesse contexto, a política de aceitação deixa de ser apenas contratual e passa a influenciar diretamente o desempenho do ativo.
Segundo a Lello, imóveis que aceitam pets ampliam o público potencial e ganham maior visibilidade nas buscas realizadas na plataforma digital, especialmente em regiões com grande oferta de unidades similares. Já propriedades mais restritivas podem perder relevância ainda na fase de busca, antes mesmo da visita.
A política de aceitação de pets já se consolidou em grande parte do mercado, mas o diferencial competitivo não está mais apenas em permitir, e sim no quanto essa característica influencia a decisão desde a etapa inicial de busca.
“Em um cenário de alta oferta e consumidor mais criterioso, decisões aparentemente simples têm impacto direto na liquidez e na velocidade de ocupação. Permitir pets hoje é fundamental para valorização do ativo”, conclui Sylvester.
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