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Mercado pet em 2026: exportações crescem 12%, gatos ganham espaço no varejo e categorias se reordenam, com impacto direto no mix de quem distribui

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Escrito por Pet Conecta Digital

05 NOV 2026 - 09H00

O ano de 2026 mostra um mercado pet que cresce em ritmo moderado, mas com mudanças claras de composição. Segundo dados da Abempet, a receita do pet food deve avançar 3,72% neste ano, com volume de vendas 1,05% maior, e as exportações do setor subiram 12% em valor no primeiro semestre, na comparação com o mesmo período de 2025. Ao mesmo tempo, levantamento da Scanntech com base em cupons fiscais indica que gatos, suplementos e vestuário ganham espaço na cesta do tutor. Para distribuidores, o que importa é onde a demanda está se movendo.

Indústria: receita sobe mais do que volume, e a exportação acelera

As projeções parciais de 2026 da Abempet apontam crescimento de 3,72% na receita do pet food e de 1,05% no volume. Ou seja, o avanço vem mais de valor do que de quantidade vendida. O relatório Faturamento e População Pet no Mundo 2026, da entidade, trazia para o primeiro trimestre números na mesma linha: pet food com alta de 3,69% no faturamento e de 1,03% no volume sobre o mesmo período do ano anterior.

No comércio exterior, as exportações do setor cresceram 9% no primeiro trimestre e 12% no primeiro semestre, em valor. O pet food respondeu por 89% dos embarques do semestre. As importações caíram 36% no primeiro trimestre, e Áustria, Estados Unidos e China concentram cerca de 70% do que entra, segundo o relatório.

O CEO da Abempet, Caio Villela, afirmou que a indústria enfrenta desafios como a elevada carga tributária, a inflação, a oscilação do câmbio e os juros altos, que elevam custos e dificultam novos investimentos.

Varejo: gatos ganham participação, e categorias se reordenam

A Scanntech, que analisa cupons fiscais do varejo alimentar, registrou em 2026 queda na participação de alimentos para cães, de 56,2% para 54,1%, e alta na dos produtos para gatos, de 28,4% para 31,0%. Os petiscos para gatos passaram de 1,8% para 2,2% da cesta pet. O levantamento cita o Censo do IBGE, em que os domicílios com uma pessoa foram de 10% para 19% entre 2010 e 2022 e os casais sem filhos, de 20,2% para 24,1%, como pano de fundo.

Na ração para gatos, a seca avançou 12,4% em faturamento e 14,6% em unidades, a úmida cresceu 11,9% e 9,9%, e os petiscos, 26,1% e 23,1%. Entre os cães, a ração seca teve queda de 1,3% em faturamento, com alta de 2,1% em unidades, e a úmida cresceu 4,9% em faturamento e 3,1% em unidades.

Fora da alimentação, vestuário pet cresceu 102,2% em faturamento (35,7% em unidades) e suplementos, 42,2% (32,6% em volume). Antiparasitários subiram 12,4%, areia higiênica 7,6% e tapetes higiênicos 5,1%. Do lado negativo, acessórios recuaram 10,9% em faturamento e produtos de banho, 4,4%.

Por onde o produto chega ao consumidor

A projeção da Abempet para os canais em 2026 mantém os pet shops no centro: 48,0% das vendas, seguidos por clínicas e hospitais veterinários (17,4%), megastores (9,5%), varejo alimentar (8,6%) e e-commerce (8,5%). A leitura para o distribuidor é que o varejo independente segue como principal porta de entrada, enquanto o varejo alimentar e o digital já somam mais de 17% das vendas.

Onde as fontes divergem

Os números pedem leitura cuidadosa. O levantamento da Scanntech, noticiado pelo Times Brasil, não informa o período-base das variações, então não é possível afirmar que comparam com o mesmo período de 2025; além disso, mede o varejo alimentar, e não todos os canais. Os dados da Abempet de 2026 são parciais ou projetados. E o ranking global varia conforme a fonte: o relatório da Abempet coloca o Brasil em 3º lugar em população pet (166,8 milhões de animais), enquanto outro texto fala em 2º lugar em produção e consumo de pet food, sem atribuir o dado diretamente à entidade.

Checklist para o distribuidor

• Comparar o mix atual com o movimento por espécie: a participação dos gatos cresce na cesta do varejo alimentar;

• Revisar categorias em alta (suplementos, vestuário, petiscos felinos) e em queda (acessórios, produtos de banho);

• Acompanhar a diferença entre receita e volume na ração, que indica efeito de preço e de mix;

• Conversar com a indústria parceira sobre exportação e disponibilidade de produto;

• Observar o varejo alimentar e o digital como canais que ganham peso ao lado dos pet shops;

• Checar sempre se o dado é realizado, parcial ou projeção, e qual é o período de comparação.

O retrato de 2026 é de um mercado que se reorganiza por espécie e por categoria, com indústria exportando mais e carga tributária ainda no centro do debate. Para o distribuidor, o desafio tende a ser acompanhar essa mudança de mix sem perder a capilaridade do varejo independente.

Fontes e referências

Bittar, Ana (Portal Pet News; fonte citada: Attuale). Brasil tem 166,8 milhões de animais de estimação e impulsiona a indústria de pet food no país. 27/10/2026. https://www.portalpetnews.com.br/brasil-tem-1668-milhoes-de-animais-de-estimacao-e-impulsiona-a-industria-de-pet-food-no-pais/

Pavan, Bruno (Times Brasil, com dados da Scanntech). Mercado pet avança no varejo alimentar em 2026 com alta de gatos e recuo de cães. 10/10/2026. https://timesbrasil.com.br/brasil/exclusivo-mercado-pet-avanca-no-varejo-alimentar-em-2026-com-alta-de-gatos-e-recuo-de-caes/

AN9. Abempet apresenta relatório Faturamento e População Pet no Mundo 2026 e alerta: carga tributária faz setor pet operar abaixo do potencial. 13/07/2026. https://an9.com.br/abempet-apresenta-relatorio-faturamento-e-populacao-pet-no-mundo-2026-e-alerta-carga-tributaria-faz-setor-pet-operar-abaixo-do-potencial/

Texto produzido pela equipe do PET Conecta com base nas fontes acima.

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