Com uma população de cerca de 30,8 milhões de felinos no país, segundo dados do Instituto Pet Brasil, a população de gatos segue em expansão e já representa aproximadamente 19% dos animais de estimação brasileiros. O avanço da chamada “ascensão felina” começa a redesenhar hábitos de consumo no mercado pet, o que cria novas categorias de produtos e oportunidades para o varejo especializado.
O crescimento dos gatos como animais de estimação está diretamente conectado com como o brasileiro também foi mudando sua vida. Apartamentos menores, rotinas mais corridas, crescimento de lares unipessoais e novos formatos familiares ajudaram a tornar os felinos mais compatíveis com o cotidiano urbano. Independentes, adaptáveis e com menor necessidade de espaço, os gatos ganharam protagonismo nas decisões de quem decide ter uma nova companhia.
E esse crescimento já gera impacto direto no mercado. Segundo dados divulgados pelo Sebrae, a abertura de pequenos negócios voltados ao setor pet cresceu 22% nos últimos dois anos, impulsionada, entre outros fatores, pela expansão do segmento felino.
Ao contrário dos cães, os felinos demandam produtos e ambientes específicos, o que amplia o potencial de especialização do varejo. Enquanto os cães ocupam principalmente áreas horizontais, os gatos exploram o ambiente de forma tridimensional, utilizando alturas, esconderijos e pontos de observação. Esse comportamento impulsiona uma nova frente de produtos ligados à chamada “catificação” dos espaços — tendência que une bem-estar animal, decoração e design funcional.
Nesse contexto, ganham espaço itens como arranhadores premium, nichos suspensos, prateleiras elevadas, torres de atividades, playgrounds verticais e móveis adaptados para a convivência entre pets e tutores. O lar passa a ser pensado não apenas para humanos, mas também para os felinos.
Outra oportunidade está na premiumização do consumo. Tutores de gatos costumam buscar soluções mais especializadas para alimentação, hidratação e enriquecimento do ambiente, ampliando a demanda por categorias como fontes de água, alimentação úmida, petiscos funcionais, brinquedos interativos e caixas de areia tecnológicas.
O crescimento também abre espaço para novos serviços. Hotéis exclusivos para gatos, cat sitters, consultorias comportamentais, arquitetura pet e até estabelecimentos temáticos surgem como alternativas para atender um público cada vez mais atento ao bem-estar dos animais.
Mais do que acompanhar uma tendência, entender a ascensão felina pode representar uma oportunidade estratégica para o varejo pet. Os gatos já não são apenas uma categoria em crescimento: eles ajudam a criar novos hábitos, influenciam o desenvolvimento de produtos e aproximam o mercado pet de setores como decoração, tecnologia e serviços.
Em um mercado que busca diferenciação e especialização, os felinos podem ser uma das principais portas de entrada para a próxima fase de expansão do setor.
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