A cada edição da Copa do Mundo, os mascotes ajudam a contar um pouco da história, da cultura e da fauna dos países-sede. Ao longo das décadas, leões, galos, leopardos, lobos e até um tatu-bola brasileiro já entraram em campo para representar o maior torneio de futebol do planeta.
Mas se esses personagens saíssem dos gramados e fossem parar dentro de casa, quais deles poderiam ser considerados pets? E quais pertencem exclusivamente à vida selvagem? Relembre alguns dos mascotes mais famosos da história da Copa e quais curiosidades se assemelham aos pets.
Fuleco (Brasil, 2014): o mascote que apresentou um animal brasileiro ao mundo
Quando o Brasil sediou a Copa do Mundo de 2014, o escolhido foi Fuleco, um tatu-bola inspirado em uma espécie típica da fauna brasileira. Seu nome surgiu da combinação das palavras "futebol" e "ecologia", reforçando a proposta de usar o torneio para chamar atenção para a conservação ambiental. A escolha também ajudou a popularizar o tatu-bola, um animal pouco conhecido por parte da população e que enfrentava ameaças à sua sobrevivência.
Apesar do tamanho pequeno e da aparência simpática, o tatu-bola não é um animal de estimação. Ele é uma espécie silvestre que desempenha um papel importante nos ecossistemas brasileiros. Curiosidade: o tatu-bola é a única espécie de tatu capaz de se enrolar completamente para se proteger de predadores, formando uma verdadeira bola.
Footix (França, 1998): o galo que poderia viver no quintal
O mascote da Copa de 1998 foi o Footix, um galo azul inspirado em um dos principais símbolos nacionais da França. Embora não sejam tão populares quanto cães e gatos, galinhas e galos são criados como animais de companhia em diversas partes do mundo. Nos últimos anos, inclusive, a criação de aves domésticas como pets ganhou espaço entre famílias que buscam uma convivência mais próxima com esses animais.
Zabivaka (Rússia, 2018): um lobo que lembra um cachorro
Com uniforme esportivo e óculos de proteção, Zabivaka conquistou os torcedores durante a Copa da Rússia. Embora seja um lobo, muita gente enxergou nele características típicas dos cães domésticos. A semelhança não é coincidência: cães e lobos compartilham ancestrais em comum, e a domesticação dos cães - inclusive - começou há milhares de anos a partir de populações de lobos.
Zakumi (África do Sul, 2010): um felino para admirar à distância
Representante da Copa da África do Sul, Zakumi era um leopardo de cabelos verdes e personalidade extrovertida. Apesar da aparência amigável, leopardos são animais selvagens que necessitam de grandes territórios e comportamentos naturais impossíveis de serem reproduzidos em ambientes domésticos. A escolha do mascote ajudou a destacar uma das espécies mais emblemáticas da fauna africana.
World Cup Willie (Inglaterra, 1966): o pioneiro dos mascotes
O primeiro mascote oficial da história das Copas foi World Cup Willie, um leão vestido com as cores da Inglaterra. A escolha fazia referência a um dos símbolos mais tradicionais do Reino Unido e inaugurou uma tradição que continua até hoje.
E se o mascote da Copa fosse escolhido pelos brasileiros?
Se dependesse dos tutores brasileiros, talvez o mascote ideal não fosse um animal selvagem e sim o vira-lata caramelo, um dos símbolos mais queridos do país, provavelmente estaria entre os favoritos.
Carismático, resiliente e presente em milhões de lares, ele reúne características que fazem sucesso tanto nos estádios quanto dentro de casa. Afinal, se os mascotes representam a paixão dos torcedores, poucos animais representam tão bem o carinho dos brasileiros pelos pets quanto o famoso caramelo.
Enquanto a FIFA ainda não escolheu um cachorro ou gato como mascote oficial de uma Copa do Mundo masculina, uma coisa é certa: para muitos tutores, os verdadeiros mascotes já estão no sofá, acompanhando cada lance da partida ao lado da família.
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