Janeiro é mês de estrada cheia, malas prontas e famílias reunidas, muitas delas com um integrante especial no banco de trás: o pet. Embora viajar com cães e gatos seja cada vez mais comum, o deslocamento pode representar desconforto para alguns animais, principalmente por causa da cinetose, conhecida como enjoo de movimento.
A condição é frequente durante viagens de carro, barco ou avião e pode provocar náuseas, vômitos, salivação excessiva, palidez, tontura e ansiedade. “A cinetose é uma resposta fisiológica normal do organismo a estímulos de movimento que geram informações conflitantes ao cérebro”, explica a médica-veterinária Vanessa Genari, da equipe do Hospital Veterinário Taquaral. Segundo ela, enquanto o corpo do animal está parado, olhos e ouvido interno percebem o deslocamento, gerando confusão sensorial.
Experiência negativa
O estresse emocional pode agravar ainda mais o quadro. Muitos pets associam o carro a experiências negativas, como idas ao veterinário, e essa tensão acaba intensificando o mal-estar. “O componente psicológico tem peso importante, especialmente em animais mais ansiosos”, destaca Vanessa.
A cinetose é mais comum em cães do que em gatos, sendo os filhotes os mais afetados. Isso acontece porque o sistema vestibular — responsável pelo equilíbrio — ainda está em desenvolvimento. Com o passar do tempo, a tendência é que o organismo se adapte ao movimento. “Em geral, por volta de um ano de idade, muitos cães deixam de apresentar enjoo”, afirma a veterinária.
Raças predispostas
Algumas raças, como boxer, border collie e dachshund, podem ter maior predisposição, seja por fatores genéticos, anatômicos ou comportamentais. Ainda assim, há animais que apresentam cinetose por toda a vida e precisam de manejo contínuo.
Para reduzir os riscos durante as viagens de férias, algumas medidas simples fazem diferença. A recomendação é evitar alimentação cerca de quatro horas antes do trajeto, manter o carro bem ventilado, dirigir de forma suave, sem curvas bruscas ou freadas intensas, e transportar o pet de maneira segura, com cinto apropriado ou em caixa de transporte. O local mais indicado é o banco traseiro, voltado para frente e com menor estímulo visual externo.
Adaptação gradual
A adaptação gradual ao carro também ajuda. Passeios curtos, associados a experiências positivas, brinquedos ou objetos familiares, contribuem para reduzir a ansiedade. “A dessensibilização é uma grande aliada, principalmente nos animais jovens”, orienta Vanessa.
O border collie Bolota, quando era mais novo, sempre tinha ânsia ao viajar. “A solução foi evitar dar comida antes de entrar no carro. Ele foi parando de enjoar e se adaptou”, conta a dentista Talita Guidoni.
Em alguns casos, o uso de medicação pode ser necessário. Existem medicamentos veterinários específicos para cinetose, como antieméticos e, quando indicado, fármacos para controle da ansiedade. A orientação, porém, deve ser sempre feita por um médico-veterinário, respeitando o perfil de cada animal.
A administradora Kenia Antunes Pereira seguiu a indicação da veterinária e agora ministra 3 gotas de uma medicação antes de levar a filhote de chihuahua Matilde para passear. Outra orientação foi a de deixar o vidro do carro um pouco aberto. “A veterinária disse que é bom ela sentir o vento e não ficar só no ar-condicionado. Está dando certo”, festeja Kenia.
Com planejamento, cuidado e atenção aos sinais do pet, as viagens de férias podem ser mais tranquilas e confortáveis para todos. “O mais importante é observar o animal, respeitar seus limites e buscar orientação profissional sempre que houver dúvidas”, reforça a veterinária.
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