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Filhotes, adultos e idosos: Por que a alimentação precisa mudar em cada fase da vida

Mesmo com mudanças no corpo dos animais, muitos tutores mantêm a mesma alimentação por anos; entenda como nutrir seu pet em cada fase da vida.

Escrito por Pet Conecta Digital

09 MAR 2026 - 09H00

Cães e gatos não têm as mesmas necessidades ao longo da vida. Filhotes gastam mais energia, adultos entram em fase de manutenção e, com o passar dos anos, o organismo passa a funcionar de forma mais lenta. Essas mudanças afetam o metabolismo, a disposição e a forma como o corpo responde aos cuidados do dia a dia.

Na prática, porém, essa adaptação nem sempre acontece. É comum que tutores mantenham os mesmos hábitos por longos períodos, sem considerar que o animal mudou, ficou menos ativo, ganhou peso ou passou a apresentar alterações no apetite. Aos poucos, esses sinais se refletem na saúde e na qualidade de vida do pet.

Segundo a médica-veterinária Yeda Markowitsch, da Pet Delícia, alguns ajustes simples já fazem diferença nos cuidados ao longo da vida do pet , e rever a alimentação é um dos primeiros ajustes que deveriam acontecer com o passar do tempo. “O corpo do animal muda, e a alimentação precisa acompanhar essas transformações. Adequar o que o pet consome de acordo com a idade, o porte e o nível de atividade ajuda o organismo a funcionar melhor e reduz riscos à saúde ao longo dos anos”, afirma.

Mas afinal, como identificar essas mudanças e ajustar a alimentação ao longo da vida do pet?

Segundo a especialista, o primeiro passo é entender que cada fase traz necessidades diferentes, e que o comportamento do animal costuma dar os primeiros sinais.

Na fase de filhote, a alimentação precisa acompanhar a alta demanda de energia e nutrientes. É quando o organismo está em formação, e a dieta influencia diretamente o crescimento, o desenvolvimento muscular e o fortalecimento do sistema imunológico. “Esse é o momento em que o animal constrói a base da saúde que vai carregar pelo resto da vida. Uma alimentação inadequada pode comprometer o desenvolvimento e trazer consequências permanentes”, explica Markowitsch.

Já na vida adulta, o foco deixa de ser o crescimento e passa a ser a manutenção da saúde. O alimento deve ajudar a manter o peso adequado e o equilíbrio nutricional, além de prevenir doenças. “Uma dieta correta nessa fase é fundamental para evitar obesidade, problemas metabólicos e sobrecarga nas articulações. Porte, nível de atividade física, rotina e até o ambiente em que o animal vive precisam ser considerados”, destaca.

Com a chegada da fase idosa, novas adaptações se tornam necessárias. O metabolismo desacelera, o gasto energético diminui e órgãos como rins e sistema digestivo passam a exigir mais atenção. Em geral, essa fase começa por volta dos 7 anos, quando o pet tende a ficar menos ativo, dormir mais e, em alguns casos, apresentar mudanças no apetite.

Nesse período, a médica-veterinária Yeda Markowitsch destaca que a nutrição do pet idoso deve priorizar nutrientes de fácil absorção, controle calórico e suporte às articulações e às funções cognitivas, sempre levando em conta as condições individuais de cada animal. Dietas com menos gordura, mais fibras e nutrientes equilibrados tendem a trazer benefícios nessa fase, e a alimentação natural pode ser uma aliada por ser mais palatável, facilitar a mastigação e contribuir para a digestão.

De acordo com a especialista, nutrientes como ômega 3 e 6, proteínas magras, fibras naturais e vitaminas A, C e E são importantes na rotina alimentar dos pets idosos. Ingredientes funcionais, como colágeno, cúrcuma, gengibre e óleo de coco, também podem complementar a dieta.

A veterinária reforça ainda que, independentemente da idade, a orientação profissional é fundamental. Alimentar um pet, segundo ela, vai além de oferecer comida: envolve compreender o que o organismo precisa em cada fase da vida. Ajustes simples na alimentação podem impactar diretamente a saúde e a qualidade de vida dos animais.

Sobre a Pet Delícia: Fundada em 2010 no Rio de Janeiro, a Pet Delícia nasceu quando Chico, o cão da família, desenvolveu uma alergia à pele que não melhorava 100% com os tratamentos. Buscando alternativas, os tutores decidiram mudar sua alimentação para uma dieta natural, preparando as refeições em casa com o acompanhamento de um veterinário. Com a melhora significativa de Chico, hoje mascote da marca, surgiu a Pet Delícia, pioneira no mercado brasileiro de refeições 100% naturais para pets. A marca tem como foco o bem-estar animal, promovendo a saúde dos pets e fortalecendo o vínculo com seus tutores. www.petdelicia.com.br

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Fonte| Médica-veterinária Yeda Markowitsch, da Pet Delícia.|www.petdelicia.com.br

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