O mercado global de pet food vive um ciclo consistente de expansão e deve saltar de US$ 128,7 bilhões em 2024 para US$ 226,5 bilhões até 2034, segundo levantamento da Allied Market Research. A projeção representa uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 6,1%, refletindo uma trajetória contínua e sustentável, impulsionada principalmente pela humanização dos pets, pela maior conscientização sobre saúde animal e pela crescente demanda por alimentos de alta qualidade.
A América do Norte lidera esse movimento. Nos Estados Unidos, mais de 65% dos lares possuem ao menos um animal de estimação, sustentando uma demanda robusta e cada vez mais sofisticada. A ração seca segue predominante pela praticidade e benefícios à saúde dental, enquanto avança a procura por formulações premium e super premium, com maior teor de proteína, menos calorias e maior umidade. Esse ambiente de inovação constante, aliado a padrões rigorosos de qualidade, consolida a indústria americana como referência global.
É nesse contexto que o Pet Food Institute (PFI) se posiciona como protagonista na ampliação da presença do pet food americano no Brasil. Ao conectar fabricantes dos Estados Unidos ao mercado brasileiro, a entidade fortalece o intercâmbio comercial e contribui para ampliar o acesso a produtos alinhados às tendências globais de nutrição e bem-estar animal.
“O crescimento global do setor confirma que qualidade, segurança e inovação são hoje fatores centrais na decisão de compra dos tutores. A indústria americana tem investido continuamente em tecnologia, pesquisa nutricional e rastreabilidade, o que fortalece sua competitividade internacional”, afirma Giovanna Oliveira, do Trade & Market Intelligence do PFI no Brasil.
O Brasil, por sua vez, apresenta um ritmo de crescimento ainda mais acelerado que a média mundial. O mercado brasileiro de pet food foi avaliado em US$ 9,3 bilhões em 2025 e deve alcançar US$ 10 bilhões em 2026, com projeção de atingir US$ 14,4 bilhões até 2031, o que representa um crescimento médio anual de 7,6% no período, segundo a Mordor Intelligence. O segmento de alimentação concentra 76% do mercado pet brasileiro, de acordo com a consultoria, e responde por 53,5% do faturamento da indústria nacional do setor, conforme dados do Sindirações, consolidando-se como o principal motor econômico da cadeia pet e evidenciando que qualidade, segurança e composição nutricional são fatores determinantes na decisão de compra dos tutores.
Embora os dados incluam produção nacional e importações, a crescente demanda por produtos diferenciados pelo consumidor brasileiro mais exigente, favorece a expansão do comércio bilateral. Até o momento, o Brasil registra aumento de cerca de 100% nas importações de pet food dos Estados Unidos, em volume e valor, na comparação com a média dos últimos cinco anos, consolidando-se como um dos principais destinos desses produtos.
“Observamos no Brasil um consumidor cada vez mais atento à composição dos alimentos, à origem dos ingredientes e aos padrões de qualidade, movimento que cria oportunidades estratégicas para ampliar o diálogo e as parcerias comerciais entre os dois mercados. Para 2026, a expectativa é de fortalecimento da busca por produtos premium, maior diversificação do portfólio com foco em nutrição funcional e consolidação de parcerias estratégicas. O PFI segue comprometido em apoiar a presença da indústria americana no Brasil, promovendo informação técnica, transparência regulatória e cooperação institucional para acompanhar o crescimento sustentável do setor”, destaca a entidade.
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