A premiumização no mercado pet ganhou corpo a partir da deflagração da Covid-19 e vem norteando investimentos de grandes marcas. E o advento de novos tutores na pandemia ajuda a explicar a consolidação desse conceito. Assim como na foto acima, o objetivo é fazer os bichinhos se sentirem como reis.
De acordo com pesquisa realizada pela DogHero e Petlove envolvendo 2.665 consumidores, 54% dos entrevistados adotaram um animal de estimação durante o período pandêmico. Deste grupo, exatamente metade tornou-se tutor de primeira viagem ou já teve pets ao longo de suas vidas, mas estava sem essa companhia.
As perspectivas de faturamento bilionário do mercado de pet care vão ao encontro da tendência de percepção dos cães e gatos como membros da família. Segundo previsão da Euromonitor, esse segmento deve crescer 56% no Brasil até 2028, saltando de R$ 4,49 bilhões para R$ 7 bi.
A consultoria também fez uma análise do comportamento dos tutores por continente, na qual a América Latina se destaca. O gasto médio da população da região com pets é 22% superior à média e 74% dos donos veem seus animais como membros efetivos da família.
Como se manifesta a premiumização no mercado pet?
A premiumização no mercado pet começou a surgir a partir das rações super premium, elaboradas com ingredientes de alta digestibilidade e valor nutricional, além de serem formuladas para atender às necessidades de cada animal. Com base em informações do portal All Pet Food, esses fatores são valorizados pelos tutores que estão dispostos a investir mais financeiramente para garantir qualidade de vida ao amigo de quatro patas.
Mas é na oferta de outros produtos que esse conceito se revela ainda mais evidente. No fim do ano passado, grandes varejistas anunciaram investimentos no setor e estenderam seu mix para o mercado pet.
Por meio da linha Au.migos Pets, focada nos cuidados de cães e gatos, o Grupo Boticário oferece uma gama de produtos com tecnologia neutralizante antiodor, que engloba colônias, xampus e diversas opções na categoria de higiene.
Da mesma maneira, a Melissa, do mercado de calçados, lançou uma coleção com bola, mordedor, coleira e guia para cães e gatos de pequeno e médio porte e com selo de segurança. Já a marca de roupas Reserva uniu-se à Petlove para disponibilizar uma linha com guias, coleiras, roupinhas e brinquedos.
“A humanização dos pets vem furando a bolha do mercado especializado. E as empresas em questão vivem um estágio de maturidade com faturamento mais estável, mas param de crescer financeiramente. Logo, promover uma extensão de linha pode ajudar as marcas a avançar de forma sustentável”, contextualiza Mariana Munis, professora de marketing e comportamento do consumidor da Universidade Presbiteriana Mackenzie de Campinas.
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