O varejo brasileiro deve encerrar 2025 com crescimento próximo de zero, segundo projeção do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar) em parceria com a FIA Business School.
O cenário de estagnação, que atinge o varejo restrito e o ampliado, tende a repercutir diretamente no mercado pet, especialmente em segmentos dependentes da renda das famílias, como pet shops, grooming, serviços recorrentes e pequenos distribuidores.
Indicadores econômicos mostram estagnação no fim do ano
Para novembro, o varejo restrito deve cair 0,01%. Em dezembro, a previsão é de recuo de 0,04% e estabilidade em janeiro. No varejo ampliado, que inclui setores mais sensíveis ao crédito, os dados indicam ligeira alta de 0,42% em novembro, queda de 0,02% em dezembro e aumento de 0,61% em janeiro.
De acordo com o presidente do Ibevar, Claudio Felisoni, o período aponta para crescimento próximo de zero, sustentado pela resiliência moderada das famílias. O diagnóstico preocupa o setor pet, que depende da capacidade de gasto do consumidor, principalmente em categorias premium e serviços especializados.
Endividamento reduz ritmo de consumo e afeta o canal pet
O endividamento elevado segue como fator de pressão. A Confederação Nacional do Comércio registrou em outubro 79,5% das famílias brasileiras endividadas, além de 30,5% inadimplentes. Essa combinação tende a limitar o tíquete médio no mercado pet e impulsionar a busca por produtos de melhor relação custo-benefício.
Os dados mostram que o varejo ampliado permanece negativo em todas as comparações anuais, reforçando um ambiente de menor confiança. O comportamento guarda relação com movimentos já observados no setor pet, como queda no consumo de itens não essenciais e redução da frequência de compra nas lojas físicas e no e-commerce.
Setor pet deve priorizar eficiência, fidelização e mix estratégico
O varejo restrito indica leve alta anual, com previsão de 0,58% em novembro e 1,8% no acumulado de 12 meses. A análise do Ibevar destaca que algumas despesas familiares não podem ser cortadas, como transporte e saúde. No mercado pet, movimento semelhante ocorre com ração, medicamentos e atendimento veterinário básico, que tendem a se manter estáveis mesmo em períodos de menor consumo.
Para empresas do setor pet, o cenário reforça a importância de estratégias de eficiência operacional, controle de custos, revisão de mix e programas de fidelização. A expectativa é de que o mercado volte a ganhar tração apenas no segundo trimestre de 2026, com possível alívio nos juros e recomposição da renda.
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