Marcela Barbieri

Coprofagia - distúrbio que vai além do comportamento

Por Marcela Barbieri, Médica Veterinária, Zootecnista, Adestradora e Especialista em Etologia Clínica Veterinária

Escrito por Marcela Barbieri

07 FEV 2024 - 09H00 (Atualizada em 07 FEV 2024 - 13H25)

Muitos tutores e até Veterinários acreditam que o comportamento coprofágico está relacionado apenas à questões comportamentais. Porém, estudos mostram que a coprofagia na verdade pode sinalizar problemas graves que estão acontecendo no organismo do animal.





Já está comprovado que uma dieta desbalanceado pode resultar em diversos problemas de saúde como desnutrição, obesidade, hipervitaminoses etc. e muitas vezes esse desbalanceamento pode ser sinalizado justamente pela coprofagia.

Além disso, patologias do trato digestório que alteram o processo de digestão dos alimentos também podem ser sinalizados através do ato do cão de comer as próprias fezes. Uma disbiose causada por parasitose, estresse crônico e excesso de medicamentos, por exemplo, também estão relacionados ao aparecimento desse distúrbio.

O problema da falta desse conhecimento dos tutores e profissionais é que na grande maioria das vezes há uma frustração na tentativa de reverter o quadro. Isso porque a causa real da coprofagia não foi devidamente tratada.

É importante frisar que as causas comportamentais da coprofagia também podem de fato estarem associadas. Mas a abordagem em forma de adestramento e modificação comportamental como única estratégia terapêutica só poderia ser levada em consideração após o animal ter sido devidamente avaliado por uma equipe multidisciplinar.

Marcela_Barbieri_1980x580px
Marcela Barbieri

Pilares pra construção da saúde física e mental do filhote canino

Trazer um filhote para casa requer planejamento cuidadoso. O ideal é separar o filhote da mãe entre a oitava e décima segunda semana, garantindo habilidades sociais e nutrientes essenciais. Nas primeiras noites, um ambiente seguro e acolhedor é crucial. A interação gradual e positiva com diferentes estímulos, pessoas e ambientes é essencial para o neurodesenvolvimento, formação de vínculos e fortalecimento imunológico. A janela de socialização, dos 45 dias aos 5 meses, é vital para a personalidade do animal, exigindo interações controladas e positivas para o aprendizado e desenvolvimento saudável.

Marcela_Barbieri_1980x580px
Marcela Barbieri

Cama compartilhada cão-tutor: ajuda ou atrapalha?

Permitir que cães durmam na cama fortalece o vínculo emocional, reduzindo estresse. Porém, pode prejudicar o sono e expor a alergias. A decisão deve considerar as necessidades do animal e do tutor, com uma rotina de sono consistente e estratégias para períodos de separação.

Marcela Barbieri_header
Marcela Barbieri

Impactos da separação precoce da mãe e da ninhada no neurodesenvolvimento dos filhotes

A separação precoce de filhotes caninos da mãe e ninhada antes dos 60 dias prejudica seu desenvolvimento neurológico e comportamental, levando a problemas como ansiedade e agressividade. Veterinários devem alertar sobre os impactos e incentivar a permanência juntos para um crescimento saudável.

Boleto

Reportar erro!

Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou de uma informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:

Por Marcela Barbieri, em Marcela Barbieri

Obs.: Link e título da página são enviados automaticamente.