O mercado pet brasileiro segue em crescimento, mesmo diante dos desafios econômicos como, inflação, câmbio desfavorável e queda no ritmo de consumo. Segundo projeções da Abinpet e do Instituto Pet Brasil (IPB), com base nos dados até o fim do primeiro semestre, o faturamento previsto para o setor este ano é de R$77,2 bilhões, alta de 2,42% em relação a 2024.
Em 2024, o crescimento foi de 9,6% sobre 2023, o menor aumento em dígitos desde 2019 – ainda antes da pandemia. Apesar do crescimento mais tímido, o mercado pet mostra sua forte resiliência em tempos de economia difícil. De acordo com as entidades do setor, fatores como inflação, câmbio e desaceleração do consumo fizeram os consumidores terem mais cuidado em suas decisões de compra.
Caio Villela, presidente do IPB, comenta que o setor continua sólido, mas os resultados projetados para 2025 refletem esses desafios, com destaque para “o peso da alta tributação sobre produtos e serviços”.
Segmentos que mais pesam no faturamento
A divisão do faturamento estimado para 2025 por segmento revela onde estão os maiores volumes:
Canais de venda: varejo, clínicas e digital
Já no e-commerce, o crescimento é mais modesto, mas revelador:
Villela observa que, apesar do avanço digital, esse crescimento mais tímido exige estratégias eficientes para manter competitividade, além de um ambiente tributário mais justo.
Produção de pet food
Pela primeira vez, o segmento de pet food registrou queda na produção:
Com isso, mesmo com capacidade industrial para produzir perto de 9 milhões de toneladas, o setor deverá ficar abaixo de 4 milhões de toneladas produzidas. José Edson Galvão de França, presidente-executivo da Abinpet, alerta que, se câmbio e tributação permanecerem nos níveis atuais, a queda pode ficar próxima dos 4% no comparativo anual.
Tributação e possíveis estímulos
Um estudo conjunto da Abinpet e do IPB propõe que uma isenção tributária de 60% poderia levar a produção industrial de pet food para até 9 milhões de toneladas anuais e aumentar a arrecadação global de impostos em 210% para o setor de produtos e serviços pet. Galvão de França afirma que incluir o setor pet em alíquotas reduzidas é uma questão de justiça tributária e de saúde pública, e que as entidades pretendem seguir pressionando por esse ajuste.
O resultado do balanço de 2025 deve ser divulgado no primeiro trimestre de 2026.
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