A indústria de rações Grupo Patense, que detém marcas como a Pets Mellon, entrou em recuperação judicial após alcançar dívidas de R$ 1,37 bilhão. Em junho, a empresa havia entrado com uma ação para solicitar, por 60 dias, o bloqueio da execução de dívidas enquanto trabalhava em renegociações com credores.
A companhia de origem mineira é especializada no processamento de resíduos de origem animal para fabricação de rações, entre outros insumos nos segmentos de higiene e limpeza e biocombustíveis. Ao todo, 13 empresas do grupo com sede em Patos Minas (MG) e nove produtores rurais da família do fundador, Clênio Gonçalves, estão incluídos no processo.
Segundo o Globo Rural, o pedido foi deferido pelo juiz José Humberto da Silveira, da 1ª Vara Cível da Comarca de Patos de Minas. Foi determinada a suspensão por 180 dias de todas as ações e execuções de dívidas contra o grupo.
Indústria de rações atribui crise a aquisições
A indústria de rações alegou gastos inesperados para consolidar aquisições entre 2021 e 2023. Entre as justificativas também estão as despesas crescentes com juros e a queda no preço das gorduras e proteínas. As compras da Sebbo Passofundense Indústria e Comércio de Adubos e Fertilizantes e da divisão de bioprodutos de pescado da GDC foram dois exemplos de transações que exigiram elevados investimentos e não tiveram o desempenho esperado.
Da dívida total, aproximadamente R$ 500 milhões referem-se a Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs); cerca de R$ 400 mi são dívidas com bancos; R$ 400 mi são dívidas com fornecedores; e R$ 200 mi são dívidas trabalhistas.
Ainda de acordo com o Globo Rural, fontes afirmam que a recuperação judicial tem chances de ser bem-sucedida já que a companhia tem um “negócio robusto e com condições de dar lucro”. Além disso, o grupo avalia alternativas para quitar as dívidas.
Fabricante mantém operações desde 1970
Fundado em 1970, o grupo mineiro administra 12 unidades produtivas em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro e tem 2.280 funcionários. A indústria é natural de Patos Minas (MG). O comércio exterior, com foco em países da América do Sul, do Norte, África e Ásia, representa cerca de 35% do faturamento.
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